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A Sola Scriptura é um argumento circular?

A Sola Scriptura é um argumento circular?

Os argumentos fundamentais que os romanistas, papistas e militantes marianos mais se apoiam contra nós, se resumem em 3, segundo eles, numa abordagem lógica, histórica e fatual(milagres). Com isso eles sustentam que nós evangélicos não podemos ser verdadeiros cristãos, pois estamos apoiados em argumentos frágeis e falaciosos pra negar a autoridade da Igreja Romana.

Conheçamos o primeiro desses tais argumentos admitido por eles mesmos e usados em diversos debates por supostos apologistas romanistas. Então, apresentaremos a nossa refutação!

 

1. A Sola Scriptura se baseia em argumentação circular, de modo que é impossível(logicamente falando) crer na infalibilidade bíblica sem crer na autoridade da Igreja Católica.

Nossa analise Apologética Reformada:


Os apologistas católicos afirmam categoricamente que o sola scriptura não é bíblico e que seria um raciocinio circular auto-destrutivo. Esses endereços abaixo confrmam tais tentativas deles, de refutar o principio de Sola Scriptura.


- http://www.veritatis.com.br/apologetica/106-biblia-tradicao-magisterio/975-os-erros-de-john-mcarthur-sobre-a-sola-scriptura
- http://www.veritatis.com.br/apologetica/106-biblia-tradicao-magisterio/857-examinando-a-qsola-scripturaq
- http://www.veritatis.com.br/apologetica/106-biblia-tradicao-magisterio/864-a-biblia-e-a-palavra-de-deus-por-que-crer-nisto
- http://www.veritatis.com.br/apologetica/106-biblia-tradicao-magisterio/860-a-biblia-nao-pode-ser-interpretada-a-margem-da-igreja
- http://www.bibliacatolica.com.br/historia_biblia/60.php,

Basicamente eles contrapôem a tradição com a Sola Scriptura. Mas há pelo menos dois problemas com tal afirmação que eles querem e não podem sustentar. O primeiro é que toda proposição culmina em um raciocinio circular, pois vai parar em um axioma. Logo ninguém consegue fugir do raciocínio circular, a questão é se o axioma é verdadeiro ou falso. Segundo, eles se utilizam da escritura para afirmar a autoridade da tradição, logo a autoridade da tradição provêm da escritura. Sola Scriptura!


Por exemplo:

O católico pergunta:"por que você considera a Bíblia a Palavra de Deus e autosuficiente?",

Ao que o protestante responde: "porque ela [a Bíblia] se identifica assim!",

Com essa resposta que sempre damos, o católico aplica uma falacia (ou sofisma)  no intuito de vencer o debate, rotulando nossa defesa como um argumento circular, um axismo. A questão é que a defesa dele também seria um axismo que acabaria dando suporte a nossa afirmação.

Uma boa resposta que podemos dar ao católico e derrubar a falacia dele, seria...:

"certo, que base você usa para defender que só a Bíblia não é suficiente?", após a resposta, se ele afirmar que a "Bíblia diz isso", ele se utilizou da Bíblia, de forma incoerente pois se ela não é a única regra, não pode ser levantada para responder suas questões, de forma que ele estaria apenas fortalecendo nosso argumento em prol da Sola Escritura. Se ele acrescentar mais alguma coisa, ele deverá dar suporte autoritativo a sua proposição, evidentemente estaríamos enviando uma petição de príncípio, mas isso é apenas para mostrar a incoerência do católico.

Portanto NINGUÉM FOGE A ESTA REGRA! TODOS DEFENDEMOS ARGUMENTOS CIRCULARES! Logo a petição de príncipio não faz sentido, pois poderíamos fazer o mesmo com eles! Novamente a questão é se o axismo é falso ou verdadeiro. E de acordo com o exemplo acima, o que parece mais racional?? Com certeza a nossa afirmação de que a Bíblia é a unica autoridade infalivél por que ela é a palavra de Deus.


A argumentação católica na tentativa de refutar a Sola Scriptura segue abaixo:
"O protestante então recorrerá à asserção bíblica de auto-inspiração, citando a passagem de 2 Tm 3,16 - Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil... - Contudo, a alegação de inspiração não é por si só garantia de inspiração. Considere o fato de que os escritos de Mary Baker Eddy, a fundadora da seita Ciência Cristã, aleguem ser inspirados. Os escritos de Joseph Smith, o fundador da seita Mórmon, afirmem ser inspirados. São apenas dois exemplos, entre muitos, que demonstram que qualquer escrito particular pode reclamar a autoridade sobre qualquer coisa. Obviamente, para reconhecermos se um escrito é inspirado de verdade ou não necessitamos mais do que tal afirmação escrita no papel. A garantia de inspiração de algum escrito deve vir de fora deste escrito, senão será um eterno argumento circular. No caso da Bíblia, a garantia deve vir de uma fonte fora da Bíblia. Porém a autenticação extra-bíblica é uma possibilidade excluída pela Sola Scriptura."


Refutação Apologética:
Os católicos afirmam que a auto-afirmação bíblica é um argumento circular(um axismo). Porém eles esquecem que a Bíblia é incomparável com os escritos de Mary Baker ou de Joseph Smith pois até onde se sabe, se existe alguma argumentação em favor de algum tipo de inspiração, certamente estes não estão contidos dentro dos escritos deles. Mas são apenas externos a eles. Portanto a argumentação acima trata-se de espantalho. Já as escrituras sagradas de Genesis a Apocalipse, com excessão dos 7 livros apócrifos, são recheados de afirmativas e reconhecidas declarações de inspiração divina, prova disso é o alto grau de acertatividade que as escrituras mantém na frente de todas as outras escrituras ditas "inspiradas". O que os católicos negligenciam é que as próprias escrituras, reclamam para si a autoridade de palavra diretamente inspirada por Deus sem qualquer depêndencia externa. A fonte de tal suficiência é Deus e não a Igreja.

Outro ponto, se a "garantia" do sola scriptura deve vir de fora da Bíblia, esta "garantia" então também se tornará um argumento circular, logo apelar para o fato de ser um argumento circular é tolice, pois incorrem neste erro sem nenhuma "garantia" de uma base segura. Mas a ironia neste caso se dá porque eles se utilizam da Escritura para afirmar a tradição, bem como o magistério da igreja, de forma que a "garantia" para defender a tradição e magistério é a Escritura.

O maior erro de interpretação romanista sobre a doutrina do Sola Scriptura é que pensam (e muitos evangélicos também!) que sola scriptura é a convicção de que somente a Bíblia deve ser nosso guia. Que não somos capazes de manter quaisquer tradições e que as rejeitamos completamente. E isso comprova que eles argumentam em cima de versões espantalhos de nossas afirmações, pois pra eles é mais facil do que ter que admitir que estão errados.

Resumidamente nossa posição quanto a isso, é que nós rejeitamos as alegações de Roma sobre ela ter autoridade absoluta sobre questões doutrinárias, não rejeitamos só a ela mas qualquer outra denominaçõa que alegue tal autoridade exclusivista. Nosso argumento é que a Sola Scriptura, ensina que as Escrituras são a única regra infalível de fé para a Igreja. A doutrina não diz que não há outras, falíveis, regras de fé, tradições ou mesmo, que podemos nos referir a e até mesmo abraçar.


A Sola Scriptura nos diz, que a única INFALÍVEL regra de fé é a Escritura. Isto significa que todas as outras regras, quer chamamos de tradições, confissões de fé, credos, ou qualquer outra coisa, são por natureza INFERIORES e sujeito a correção, através das Escrituras.


A Bíblia é uma autoridade máxima, não permitindo nenhuma igual, nem superior, na tradição ou na igreja.
Para nós, e é o que todo verdadeiro cristão deve aceitar, é que, a regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente(At. 15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21), assim agiam os pais da Igreja nos primeiros séculos, nunca houve um momento em que eles, os pais pre-nicenos e até a época de Agostinho, em que a Igreja se apoa-se em tradições externas as escrituras para fundamentarem doutrinas. A própria tradição apotolica e primtiva são as escrituras.


O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.(Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10).


Sabemos que realmente as Escrituras ensinam-nos a manter as tradições que foram ensinadas, seja por palavra ou carta dos apóstolos, em 2 Tessalonicenses 2:15. E o protestantismo histórico e confessional não rejeita a boa e bíblica tradição, nós rejeitamos é a posição de Roma com sua idéia do Magistério chefiado pelo Papa, alegando nisto uma autoridade final, indiscutível e infalível em todas as coisas.

Portanto quem se levanta contra a doutrina da Sola Scriptura tem que necessáriamente substitui-la pela doutrina do Sola Ecclesia. Obviamente seria um erro, pois nem o proprio Cristo e nem mesmo o maior dos apostolos que foi Paulo instruiu isso, nunca vemos Cristo ou os apostolos usando outra fonte de doutrina que não fosse as escrituras. Portanto a Igreja Romana contraria a sua história, a sua fé e a si mesma, pois até pra ela se sustentar ela depende das escrituras, e faz isso de forma negligente adulterando até mesmo o que está claramente escrito, só pra subisidiar suas heresias.


A questão primordial em toda essa conversa é sobre quem define a extensão das Escrituras (o cânon)? É uma igreja centrada em Roma, presidida pelo seu bispo romano? O problema nisso, é que, o que é romano não pode mais ser católico (universal), pois romano indica algo particular e as escrituras não são de particular interpretação.


Roma alega que pode infalivelmente definir a extensão das Escrituras e igualmente alega a capacidade infalível para definir também a extensão da tradição, bem como o significado da tradição. Pois para eles a Escritura é apenas uma tradição escrita, é a parte escrita de Deus. Quem define e interpretam as Escrituras, esse é o ponto! Ou o Sola Scriptura ou o Sola Ecclesia! Quem tem autoridade final em todas as coisas? Para os romanistas é o MAGISTÉRIO INFALÍVEL.
Portanto mais uma vez repito, QUEM ATACA O SOLA SCRIPTURA ESTABELECE O SOLA ECCLESIA! OU ATACA A SUFICIENCIA DAS ESCRITURAS EM FAVOR DA SUFICIÊNCIA DE ROMA.

E é essa tal suficiência de Roma e só nela, que é de onde se sustenta doutrinas romanistas como Imaculada Conceição ou a infalibilidade papal, e outros dogmas baseado quase completamente em "tradição"(que ta mais pra uma muleta emocionl). Por isso reafirmamos nossa base na Sagrada Escritura, porque ela é o fundamento e pilar de nossa fé. Eram para as escrituras que Cristo, os apostolos e os reformadores apontaram, e se Roma quiser ser uma igreja verdadeira, ela ou qualquer uma outra, também devem apontar para as escrituras. Não há pregação do evangelho quando o sola scriptura é comprometido.
A suficiência das Escrituras é sempre o alvo de todos os falsos mestres. DEVEMOS ESTAR PREPARADOS PARA DEFENDER ESTA VERDADE FUNDAMENTAL.

>>Seguindo nesse ponto sobre a suficiência das escrituras, eis o que diz o site católico:

"A Bíblia não pode ser compreendida corretamente se for separada da Igreja, onde nasceu. A Igreja não nasceu da Bíblia, porque a Igreja é anterior à Bíblia. Ou seja, primeiro veio a Igreja e dela nasceu a Bíblia. O mesmo se deu acerca de Israel, se nos referirmos ao Antigo Testamento (o que se deu também com a Igreja cristã, se nos referirmos ao Novo Testamento).

Resposta:

Toda essa rétorica acima, é uma tentativa patética de negar a suficiência das escrituras, fazem uma tremenda confusão e esquecem que antes de toda criação veio a Palavra de Deus, a Palavra de Deus é anterior a Igreja. A Igreja nasce debaixo da Palavra. A Bíblia é a reunião dos escritos de toda Palavra que por Deus nos foi revelada através dos santos profetas e apostolos e por meio de seu filho, nosso Senhor e Deus Jesus Cristo.
A Tradição não pode ser posta no mesmo nível das Escrituras, ela, por si só, é um ponto de instabilidade tremendo. Que certeza poderíamos ter na Tradição? Como crer que a Tradição foi conservada e transmitida fielmente? E mesmo que tenha sido, como colocá-la acima das Escrituras sendo uma tradição mutante?, por exemplo, houveram papas que negaram o dogma da imaculada conceição de Maria, outros que negaram a divindade de Cristo, outros que eram ateus, e mais outros que foram todo tipo de lixo humano, com nenhuma autoridade e mesmo assim promulgavam dogmas infalivés!
E por que os romanistas aceitam tais dogmas, ora "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas". 2 Timóteo 4:3-4

>> Outro ataque contra a Sola Scriptura é o discruso dos apologistas católicos em apelar para supostas "diversas interpretações" que há no protestantismo. Eis o que diz o site católico:

" Quando tudo está dito e feito, os protestantes que seguem a sola scriptura como sua regra de fé irão apelar para a Bíblia. Se perguntarmos porque alguém deveria crer que a doutrina de sua igreja deve ser seguida, ao contrário de alguma outra, irão apelar para o "claro ensinamento da Bíblia" e geralmente agirão como se nenhuma tradição estivesse por trás de sua própria interpretação. É um fato similar às pessoas perante um debate judicial, quando ambas dizem "bem, nós estamos seguindo o que é constitucional, mas vocês não". As constituições não são, assim como a Bíblia, suficientes por si mesmas para resolverem diferentes interpretações. Cortes e juízes são necessários, e seus decretos devem ser seguidos. As decisões da Suprema Corte não pode ser derrubadas a não ser por outra Suprema Corte futura ou por uma emenda constitucional. Em qualquer caso, há sempre uma decisão final que encerra o problema. Mas os protestantes não entendem assim porque apelam a um princípio lógico de auto-interpretação e a um livro (que sempre será interpretado por homens). Obviamente (dadas as divisões protestantes), simplesmente "ir à Bíblia" não tem funcionado. No final, o indivíduo não tem a segurança ou a certeza final no sistema protestante. Ele pode apenas "ir à Bíblia" por ele mesmo e talvez surgir com outra doutrina inovadora, que será colocado junto à coleção de doutrinas inovadoras do protestantismo. Outros ainda acreditam que sempre há uma verdade em qualquer disputa teológica, ou que podem adotar uma posição relativista ou indiferente, onde as contradições são "boas" ou onde as diferenças doutrinais são tão menores que essas diferenças "não importam". Entretanto a Bíblia não ensina que existam categorias "menores" de doutrinas, ou que se possa adotar um estilo livre de discordâncias. As divisões e o denominacionismo são vigorosamente condenadas. A única conclusão que podemos retirar da Bíblia é o "tri-pé": a Bíblia, a Igreja e a Tradição, todas sendo necessárias para se chegar à verdade. Derrubando um dos três alicerces, ele desaba por inteiro". Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/3522

Resposta:

O erro do argumento católico acima, está em comparar a Escritura com a constituição de algum pais, é apenas uma distração, um espantalho, que pode pegar os mais incautos desapercebidos, pois apesar de não negligenciarmos os agentes humanos envolvidos no registro dos fatos biblicos, não nos esquecemos que é um livro divino, no sentido de ser a revelação de Deus a nós. Logo compará-la com um livro de leis humanas, que são tratadas de forma relativa ao longo do tempo, com acrescimos, ou decrescimos, é tolice, é apenas um subterfúgio para tentar vencer o debate.

Mais um problema, dessa vez não é erro, vamos lembrar que a Reforma, não defendeu a livre interpretação da Escritura, mas o livre EXAME da mesma. Logo os católicos estão sendo desonestos! Porém recentemente alguns ramos secos do cristianismo, têm defendido essa subjetividade, isso começou com os liberais, que rejeitaram o sobrenatural contido nas Escrituras, e diga-se de passagem muitos teologos católicos seguiram e seguem seus caminhos, passou de forma mais forte pelos neo-ortodoxos, e achou campo fértil no pentecostalismo "contracademico", neopentecostalismo e movimentos de cunho carismático.


Quanto as doutrinas, realmente não existe na Escritura um ensino sobre doutrinas "mais importantes" e "menos importantes", mas a Escritura nos ensina que essencial só o fundamento (1Co 3.11), mas devemos ter cuidado com o que ensinamos, se é ouro, prata ou pedras preciosas, as quais permanecerão de pé quando do juízo de Deus sobre o nosso ministério, ou se madeira, feno ou palha, as quais serão consumidas pelo mesmo, veja que o ministerio ainda será salvo, mas isso por causa do fundamento. Mas se as doutrinas conduzirem a destruição do fundamento, com consequente destruição do edificio, "Deus o destruirá"!

Quanto a "doutrinas inovadoras", elas jamais são extraídas da Escritura, mas sempre são fruto de alguma "experiência", e que são impostas (eisegese) à Escritura, isso quando vão a Escritura! É um problema do cristianismo desde os seus primordios, não negamos isto, antes o combatemos!

Já o denominacionalismo, é realmente um problema, mas o catolicismo não foge a esta regra, vemos iso em suas diversas ordens, cada uma com uma interpretação particular de um ou vários pontos da Escritura. 
Logo a argumentação dos católicos é tendenciosa, parcial e injusta quando pretende IGUALAR protestantismo histórico, pentecostal, neo-pentecostal e seitas diversas. E ao mesmo tempo quer passar o catolicismo como uma grande pedra monolítica de uma suposta grande unidade, nada mais mentiroso. A ICAR é boa de marketing, em vender seu peixe podre, pois há muitas alas dentro dela.

A Bíblia para o todo o povo traz alguns problemas naturais relacionados à liberdade, porém é muito melhor que a Bíblia na mão do clero corrupto de Roma.

Portanto, para desqualificar Sola Scriptura, deve-se desqualificar a própria Escritura, demonstrando que Ela possui erros, e que por isso não é por si só digna de confiança, mas aí se destrói todo o fundamento do cristianismo. Quanto a tradição, é bom que se diga, que em si mesmo não é uma coisa ruim, afinal temos nossas próprias tradições, mas ela não pode ferir nenhum príncípio doutrinário. E é justamente este o problema da tradição na ICAR, diversas doutrinas advindas da tradição ferem frontalmente aquilo que a Escritura ensina.

Também é importante salientar que TUDO acerca da "tradição apóstolica" citada algumas vezes na Escritura, foi registrada na mesma, nas diversas cartas e livros existentes nela. De forma que a "tradição apostólica" ficou registrada de forma indelével.

Outro erro no argumento católico é dizer que assim como a Lei(as Escrituras) só tem autoridade se forem decretadas pela Suprema Corte(a Igreja Católica) e com isso as tradições seriam como decretos portarias e regulamentos válidos. É um erro porque quem expede Decretos, Portarias e Regulamentos, via de regra, é o Poder Executivo, às vezes o Legislativo e Judiciário, mas em todos os casos estarão agindo como meros aplicadores da lei. Eles não têm o poder de criar nada novo e não podem agir contra a lei. Por isso é totalmente infundada a comparação da ICAR com um sistema jurídico de verdade. Se algo semelhante existisse no mundo do Direito criaria uma instabilidade jurídica, não haveria segurança alguma para os cidadãos quanto a defesa dos seus direitos.
Portanto, a Tradição comparada com os Decretos, Portarias e Regulamentos nunca poderia criar nada novo. O seu limite seria sempre as Escrituras assim como a Lei é a única que pode inovar no direito. Os Decretos, Portarias e Regulamentos não tem força de lei, no máximo eles podem trazer aplicabilidade a uma lei.
E não é isso que acontece na ICAR. E a
ssim como a Lei, as Escrituras são a única fonte de autoridade legítima. A igreja simplesmente deve cumprir e zelar pela lei.

Outros artigos do site católico veritates, se recheiam dos mais rídiculos argumentos contra o principio de Sola Scriptura, o que eles querem é defender que a Bíblia deve ser suplementada por um grande conjunto de tradições (livros apócrifos, volumosas obras em grego e latim dos pais da Igreja e uma imensa coleção de concílios e decretos papais, COM IGUAL VALOR E AUTORIDADE). 

O calcanhar de Aquiles da ICAR é a tradição!!! Toda heresia da ICAR está baseada nas tradições.

O PROTESTANTISMO HISTÓRICO NÃO REJEITA AS TRADIÇÕES (até onde elas concordem com as Escrituras e se fundamentam não na verdade dos papistas mas das Escrituras canônicas).

A IGREJA PROTESTANTE TEM CONFISSÃO DE FÉ, mas não concede a nenhuma igreja o direito de formular novas doutrinas ou tomar decisões contrárias aos ensinamentos das Escrituras.

A HISTÓRIA DA IGREJA ENSINA que os homens são falhos, por isso suas decisões não devem ter autoridade sem as Escrituras como fundamento. A Igreja não é juiz das Escrituras. querer empurrar que é, se configura em um  fundamento FALSO.
A REFORMA PROTESTANTE colocou um freio nas heresias da igreja romana. E a força veio com base NAS ESCRITURAS, e como a ICAR reagiu? (como não podia defender-se com a Bíblia...) defendeu-se com a tradição (como purgatório, sacerdócio, missa, transubstanciação, orações para os mortos, indulgências, penitências, culto a Virgem Maria, uso de imagens no culto, água benta, rosário, celibato dos padres e freiras, o papado e outras tradições).

FICAMOS COM O SOLA SCRIPTURA!!!
E quero ver um católico provar, pela própria Escritura, que a Escritura aceita outra autoridade doutrinária além de si mesma.

Sem mais refutações, vamos a...


A Confissão reformada (CFW):

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas. II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.


VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas. II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.

IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.At. 15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.

X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura. Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.


Conclusão:

No grande bojo das doutrinas fundamentais cristãs bíblicas deve haver um sentido único de interpretação, portanto não é uma "definição circular". A Bíblia é o fundamento da Igreja, a interpretação não deve está "sob" a tradição, mas "sobre".

 

Os católicos podem apontar o erro da "definição circular" para o protestantismo não confessional e não histórico (que não respeita a interpretação histórico-gramatical), mas como querem generalizar o protestantismo com grande injustiça... generalizam para defender a heresia.

Por mais erros que existam no evangelicalismo o povo não é idiota para querer rezar o catecismo romanista.


Quer gostemos quer não, estamos limitados aos ensinos da Bíblia para nossa informação acerca de todas as doutrinas da fé cristã, e isto inclui a doutrina da visão que a Bíblia tem de si mesma.
Edward John Carnell

A Palavra de Deus está acima da igreja.
Thomas Cranmer

A Palavra de Deus ou é absoluta ou é obsoleta.
Vance Havner

A Bíblia, toda a Bíblia e nada mais do que a Bíblia, é a religião da igreja de Cristo.
C. H. Spurgeon

O homem verdadeiramente sábio é aquele que sempre crê na Bíblia contra a opinião de qualquer outro homem.
R. A. Torrey


Autor: Elisson Freire.

obs: Estas e outras refutações podem ser encontradas aleatóriamente no forum de discussões abertas do site Monergismo.

Outros artigos relacionados a Sola Scriptura encontrados aqui no site:

- A suficiência das Escrituras.

- Os erros cometidos pelos criticos da Bíblia.

- Bíblia católica e a Bíblia protestante - quais as diferenças?

- A estrutura da Bíblia

- A Inspiração do Novo Testamento

- Sobre os Livros Apócrifos

- Sola Scriptura e a Igreja Primitiva